Há um modo muito fácil de se
matar alguém: tirar-lhe o pão: vergonha sulfúrica contra matéria mole. Postura
quebrável como vidro. Reputação vulnerável. Qualquer deslize o chão tem braços
abertos. Uma caneta mata, suicida, causa-mortis dos titubeantes.
Atravessou a via. Estacou-se.
Pensou. Adiante fazia-se frondoso e austero a massa maciça de cimento e ferro,
sem coração como a caneta. A conta na mão. Dez anos de firma. Três filhos. O
que vai ser? Contas. Vergonha. Reputação.
Subir. O porteiro nada nota. Era mais um dia. Subiu. O
elevador é súbito. As escadas nem sempre. Preferiu-as. Subiu. Passo a passo.
Pensava. Voltar: vergonha. Seguir, solução. Faxineira: __ Bom dia! Teve de
sorrir um bom dia amargo. Fingiu. Subiu.
Homem de terno: ___ Bom dia! Baixo respondeu. Dados minutos. O azul
aparece-lhe.
Entorno o amargo mundo
capitalista. Lá embaixo a terra comum de todos. Mergulha no azul...
Vidros de janelas, parede
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Escuro.
Poça, fragmentos, vermelho,
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Comoção.